Beirut - The Flying Club Cup
2 Comentário(s) Pisado por Maria João em sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 12:12.
Beirut é uma banda difícil de definir. O seu estilo encontra-se algures entre Indie e Folk. É música alternativa e absolutamente extraordinária.The Flying Club Cup é o seu último álbum, de 2007. O single mais conhecido é, provavelmente, Nantes. Foi através desta música que fiquei a conhecer a banda no blogue do Tiago O Avesso dos Ponteiros. Um obrigada grande ao Tiago por me ter dado a conhecer (mais uma vez) uma banda diferente, única, fabulosa.
Deixo-vos, pois, Nantes:
- "A Call to Arms"
- "Nantes"
- "A Sunday Smile"
- "Guyamas Sonora"
- "La Banlieue"
- "Cliquot"
- "The Penalty"
- "Forks and Knives (La Fête)"
- "In the Mausoleum"
- "Un Dernier Verre (Pour la Route)"
- "Cherbourg"
- "St. Apollonia"
- "The Flying Club Cup"
Etiquetas: Crítica Discográfica
Rodrigo Leão - Portugal, um retrato social
0 Comentário(s) Pisado por Tiago Ramos em quarta-feira, 5 de março de 2008 às 23:04.
“Portugal, um retrato social” foi um documentário emitido pela RTP que pretendia ser retrato da sociedade portuguesa contemporânea. Tenta responder às perguntas mais simples. Quem somos? Onde vivemos? Como trabalhamos? Que saúde, que educação e que justiça temos? Apesar de ser um excelente documentário, não é acerca dele que falo.
“Portugal, um retrato social” é também o nome da banda sonora do mesmo, inteiramente da autoria de Rodrigo Leão. Confesso que de início me pareceu uma tarefa megalómana para ele. Rodrigo Leão, ao ser abordado num primeiro momento por Joana Pontes (realizadora) e pelo autor António Barreto, deixou-se levar pelas memórias da sua infância, surpreendentemente avivadas pela imagem ténue de uma escola.
Esta banda sonora revela a essência de Rodrigo Leão. O convite de António Barreto permitiu a total liberdade do autor para a composição da banda sonora, feita a pensar num trio de cordas, acordeão e sintetizadores. Para além do genérico e de um tema que ilustrou a questão da imigração, Rodrigo Leão concebeu sete temas principais, um para cada episódio.
Ao todo, são dezoito apontamentos que remetem para um imaginário citadino e cosmopolita como que recriando a série mas agora sem imagens reais.«Portugal, um Retrato Social» não é um apelo ao sonho mas sim à capacidade de resumir a sociedade em mil e uma caras. Esta banda sonora como que concretiza uma vontade de musicar retratos com a carga dramática que se lhe conhece, ou não fosse o mais importante compositor contemporâneo nacional.
Rodrigo Leão não altera o estilo de composição que já lhe conhecíamos anteriormente mas junta a alma pop a uma personalidade instrumental indesmentível. No disco, vai directo ao assunto sem grandes rodeios o que o torna muitíssimo agradável.
Um disco que se mostrou das melhores revelações dos últimos tempos.
Etiquetas: Crítica Discográfica
Radiohead – In Rainbows
3 Comentário(s) Pisado por Tiago Ramos em domingo, 23 de dezembro de 2007 às 03:16.
A liberdade de editar um álbum sem editora, permitiu-lhes compor canções ricas e variadas, sem terem necessariamente um fio condutor entre elas.
In Rainbows deixa-nos sem fôlego logo ao início, numa euforia e ritmo contagiantes, em “15 Step”, com um coro de crianças. “Bodysnatchers”, “Nude”, “Weird Fishes/Arpeggi” e “Faust Arp” são riquíssimas em instrumentos, com cordas sublimes, guitarras fortes e baterias suaves. Se há um denominador comum no álbum é a voz de Yorke, normalmente melancólica, mas ao mesmo tempo tão depressa despida de efeitos como difusa.
Os pontos mais etéreos e apaixonados ocorrem em “All I Need”, “House of Cards” e “Videotape”, o tema de encerramento.
Apesar de estar longe de ser um álbum perfeito, In Rainbows pode-se considerar uma boa compilação de canções, numa fasquia elevada a que a banda já nos habituou.
«This is my way of saying goodbye
Because i can't do it face to face.»
Videotape
Etiquetas: Crítica Discográfica
O Jardim – Tiago Bettencourt & Mantha
2 Comentário(s) Pisado por Tiago Ramos em terça-feira, 11 de dezembro de 2007 às 14:49.
Depois de muitos concertos a solo dados em lojas FNAC por todo o país, chegou a altura de o Teatro Sá da Bandeira em Santarém receber a sua digressão com os Mantha.Falando do trabalho em si, o álbum “O Jardim” foi gravado em Montreal, por Howard Bilerman, produtor de “Funeral” dos canadianos Arcade Fire. Não é um álbum fácil, dada a simplicidade que (à primeira vista) parece excessiva e está patente no single de lançamento “Canção Simples”, com rimas fáceis e óbvias, chegando a roçar o infantil. No entanto, numa segunda observação atenta notamos que o álbum não tem uma linha condutora, o que o faz parecer disperso, mas apresenta o típico de Tiago Bettencourt: a excelência das palavras, filigrana das composições musicais, o significado maior de uma canção que poderia ser nossa. É um álbum de temas e não de um único conceito, o que o torna um aglomerado de ideias. Apesar de tudo é um álbum genial, com temas como “Labirinto” e “Amanhã” com uma força impetuosa e as típicas baladas melancólicas como “Noite Demais” e “O Lugar”. O álbum possui também uma faceta nova, mais irónica e ácida, registada nos temas “Os Dois”, “A Praia”, “Fim Da Tarde” e “O Campo”. A pérola chega-nos na composição “Outono”, uma balada em tons suaves, compassados pelas teclas do piano, que nos leva ao suspiro e nos embala. Por fim, a surpresa vem na última faixa, onde está escondida novamente a “Canção Simples” num dueto com Sara Tavares.
Em termos de espectáculo, o mesmo primou pela simplicidade e intimidade com que Tiago Bettencourt tocou e cantou. Belamente acompanhado pelos Mantha (dois membros), levou-nos a novos ritmos, com o piano, guitarra acústica e guitarra eléctrica. Apesar de o som estar demasiado alto, o que abafava a sua voz e das palmas constantes que o interrompiam a ponto de ele se rir e desistir de cantar, o espectáculo foi muito bom. Do Tiago Bettencourt ficou a ideia de ser o típico “gajo porreiro”, que esbanja simpatia e elogios a troco de um humor irónico, a ponto de lhe apetecer bater a quem bate palmas. Brindou-nos também com três novas versões de músicas ainda dos Toranja: Laços, Fome e Carta.
Hoje só por ser Outono
Vou chamar-te meu amor
Contra as regras do que somos
Vou chamar-te meu amor
Hoje só por ser diferente te encontrar
É tanto fado contra nós
Mas nem por isso estamos sós
Embora fique tanto por contar
Hoje só por ser Outono vou.
Outono - Tiago Bettencourt e Mantha
www.tiagobettencourtemantha.blogs.sapo.pt
www.myspace.com/tiagobettencourt
Etiquetas: Concerto, Crítica Discográfica
Dreams in Colour - David Fonseca
2 Comentário(s) Pisado por Tiago Ramos em segunda-feira, 19 de novembro de 2007 às 11:33.
Oferecido a mim por uma pessoa muito especial, o novo disco Dreams in Colour de David Fonseca revelou-se uma surpresa agradável. Surge numa edição especial e limitada, que inclui um livro de 24 páginas com a reprodução de polaroids da autoria de David Fonseca e o DVD Dreams in Loop Live, um registo ao vivo, mas gravado em estúdio, de algumas das novas canções.
Este novo disco é como uma viagem ao novo mundo de David, onde apresenta o seu lado mais eufórico. E que revela, igualmente, quando comparado com os registos anteriores, uma música mais orgânica – com palmas, coros e assobios entremeados por melodias pop – que me remetem para nomes como os Arcade Fire ou Peter Bjorn & John. Composta entre Março e Julho deste ano, a maqueta do novo álbum foi gravada em casa, com David a tocar todos os instrumentos. As gravações finais foram feitas em Agosto, já em Lisboa e com os demais elementos do grupo.
Do alinhamento, destaco o carisma e romantismo do tema Kiss Me, Oh Kiss Me, o divertido e apoteótico single Superstars II, a versão de Rocket Man (original de Elton John) e o intimista e emotivo tema I See The World Through You.
David Fonseca é também o autor da concepção gráfica da capa e do vídeo do single Superstars.
Uma excelente banda sonora de diversão e amor, aconselhada a todos.
Kiss me, kiss me
If that can make it right
Try me, defy me
Just throw them on me those
Failed expectations, floods and afflicitons
You’re through
‘Cus I just might take them home with me
Kiss Me, Oh Kiss Me – David Fonseca
www.davidfonseca.com
www.myspace.com/davidfonseca
www.davidfonseca.blogs.sapo.pt
Etiquetas: Crítica Discográfica
DVD Fácil de Entender – The Gift
2 Comentário(s) Pisado por Tiago Ramos em quinta-feira, 25 de outubro de 2007 às 16:06.
É conhecido o meu fascínio por The Gift, devido à qualidade do seu trabalho, força e dedicação. Como confirmação, desfaço-me em elogios pelo DVD Fácil de Entender, projecto da banda produzido já em 2006.
Numa produção conjunta da Livebroadcast Entertainment com a produtora própria da banda (La Folie), destaca-se desde o princípio pela embalagem. Num atractivo formato de livro encadernado em tons rosa-escuro e preto, a capa apresenta a imponente figura de Sônia Tavares, vocalista da banda, envergando um dos vestidos criados propositadamente para esta produção. No seu interior, um bonito design abstracto em motivos românticos prima pela qualidade e pela fotos da banda, de elementos ligados ao concerto e das letras de algumas músicas. A mesma embalagem contém um DVD e dois CD.
A ideia da elaboração deste trabalho surgiu do álbum anterior, que de forma inovadora foi dividido no conceito AM/FM, factor que foi transporto para dois concertos ao vivo e que foi posteriormente editado para este DVD.
Os menus do DVD apresentam-se graficamente excelentes, estando dividido em Noite AM e Noite FM. O lado AM é intimista, calmo e doméstico, contendo músicas de antigos álbuns da banda que seguem esta mesma linha. O lado FM contém algumas das músicas explosivas e divertidas da banda, sendo o lado show. O DVD contém ainda alguns extras como o making of do DVD, um documentário da Tour AM/FM ao Brasil, entre outras surpresas.
Os CDs além das músicas do concerto, apresentam também alguns extra áudio, como a canção Nice and Sweet, composta em Julho de 2006, pela versão-estúdio de Fácil de Entender e também pelo recente sucesso, 645, composto em 23 de Março de 2006, por Nuno Gonçalves, membro da banda.
O DVD apresentou-se uma surpresa para todos os fãs da banda, pela sua riqueza e pela mega-produção criada para este efeito, tendo músicos convidados, usando instrumentos tão variados como saxofones, xilofones, violinos, violoncelos, harpas e até uma caixinha de música, além de um maravilhoso coro feminino.
Um excelente presente para oferecer alguém.
Etiquetas: Crítica Discográfica
Há músicas que nos tocam dada a sua composição ou letra, ou ambas as coisas. Mas
são casos isolados, pois quantos de nós gostam de todas as faixas de um mesmo álbum? É muito raro isso acontecer, mas no caso dos Coldplay isso acontece. É o que posso chamar de a banda da minha vida.
Formada em 1998, Coldplay é uma banda de rock/britpop conhecida pelas suas músicas melódicas e letras intimistas. Na minha opinião tem influências de U2, R.E.M., Pink Floyd, John Lennon, The Smiths, Johnny Cash, entre outros.
Tenho todos os álbuns e singles da banda, incluindo os menos conhecidos como o Lado B do álbum A Rush Of Blood To The Head ou EP's da banda ao vivo. Os seus álbuns recebem boas críticas mundiais, tendo o último álbum "X&Y" arrecado galardões (mas menos unânime que o álbum antecessor) e uma digressão milionária (Twisted Logic Tour) que passou também por Portugal. "X&Y" é considerado por Chris Martin como uma referência aos pontos altos e baixos do seu quotidiano.
Das suas músicas destaco "Yellow", "The Scientist", "In My Place", "Trouble", "Speed Of Sound", "A Rush Of Blood To The Head" e "What If", mas claramente não posso deixar nenhuma de fora. Apesar de sempre dar mais importância à letra do que à composição, os Coldplay são das raras bandas que eu conheço todas as músicas de cor, gostando tanto da letra como da música. Muitos dos acordes musicais são de bradar aos céus e revejo-me muito nas suas letras melancólicas.
Destaco também o carácter solidário-político da banda que participa activamente de campanhas como a da Amnistia Internacional e outras. De interessante notar que apesar de serem uma banda de sucesso mundial, não querem desvirtuar o significado das suas músicas, tanto que apesar de alguns dos seus singles terem surgido em bandas sonoras (Peter Pan, Gar den State, The Last Kiss, Roswell, Six Feet Under e novelas), não permitem que elas sejam usadas em campanhas publicitárias. Já recusaram contratos milionários com Gatorade, Diet Coke, e The Gap, que queriam usar as músicas “Yellow”, “Trouble”, e “Don’t Panic” respectivamente.
Do seu próximo álbum pouco se sabe, mas suspeita-se que possa ser lançado em Fevereiro de 2008. "Mining on the Moon", "The Butterfly", "The Fall of Man" e "Bucket for a Crown" são as quatro músicas novas das quais já se conhece o título. Brian Eno já foi referido como produtor deste próximo quarto álbum.
Site Oficial da Banda - www.coldplay.com
MySpace Oficial da Banda - www.myspace.com/coldplay
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